domingo, 16 de agosto de 2009

Ano da boa idéia

Desde os longínquos 1940, 17/08 mais preciso, espero ansiosamente por esse ano específico, de 2009.

Chego ao ano da “boa idéia”.

Passarei a gozá-lo intensamente.
69 por um ano!, é a glória.

A grande preocupação fica para quando deixá-lo para trás, aí vem o “cê-tenta”, “cê-tenta”........como será que vai ser?

Não vou sofrer por antecipação, vou usufruir da liberalidade que esse ano me propicia.

Deixo aqui meus agradecimentos pelos cumprimentos, pelos votos de saúde, paz e amor que deverei receber e que compartilho com todos que me querem bem e por extensão, com aqueles que não me querem tanto.

-Será que existem?

-O que?

Quem me queira ? , sim; os outros, também.

-Por que?

-É a vida! Não agradamos à todos , mas há aqueles que não se incomodam de não serem agradados.

Muito importante para mim, que entre os que me querem bem está você.
Herói(na) , hein ?
Agradeço por isso.

Brincadeiras a parte, vou aproveitar o glamour dessa idade e por ora recolher-me aos aposentos.
O tempo urge!

Bye

e.t.: quando estiver cê-tentando, voltarei a contar como foi o 69.

sábado, 15 de agosto de 2009

Verídico

Desse fato não ouvi falar, fui protagonista.

Você tem medo de assombração? Não mesmo?
Eu tampouco.
Mas também não é disso que vou falar, embora o cenário tenha sido o cemitério de Cachoeira Paulista, por volta de 1973.

Cumprindo o ritual, dia 02 de novembro, Finados, fomos àquele local acender velas às almas; entre uma visita e outra, passamos por sem número de túmulos; paramos para ver as lápides e apreciar as obras de arte em pedras e granitos.

Um anjo aqui, outro acolá, uma cruz, grades, cimentos, gramas, correntes, simples pinturas.

Eis que deparo com uma construção onde não existia placa, nem número, nenhuma identificação e de uma simplicidade mirabolante.

Na hora ainda comentei com minha esposa: olha que coisa inteligente, parece uma casa aconchegante que está sem dono, acho que ainda não tem morador e nem recebeu o habite-se.

Chegando na casa de meus pais para o tradicional café da tarde, comentei sobre o fato que me chamou a atenção e que quem a fez (ou mandou fazer) teria de ser uma pessoa muito inteligente, bem acima da média dos mortais.

Minha mãe indagou, onde fica? qual o formato? e o acabamento?

Descrevi-a.

Surpresa maior: (disse ela) “seu pai que mandou fazer”, é para nós, tem 6 gavetas.
E na época éramos seis.

Meu pai faleceu em 1976 e até hoje vive sozinho lá.

Não é uma coincidência incrível?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

mail enviado ao Senador Cristovam Buarque

De: Nelson [mailto:nelvarfil@hotmail.com] Enviada em: segunda-feira, 10 de agosto de 2009 15:56Para: Sen. Cristovam BuarqueAssunto: sua fala nesta data

Olá Sr. Senador (Excelência),
Estava a ouvi-lo pela tribuna do senado.
Parabens!
Além do movimento da OAB citado, não sei se é de seu conhecimento, mas está marcado para o dia 7 de setembro, às 17,00 horas, um panelaçõ, um buzinaço, os moradores colocando faixas e bandeiras em suas casas.
Lembro-me bem do exemplo que demos quando o "elle" pediu que vestíssemos camisas verdes, e as pretas predominaram e deu no que deu.
Álvaro Dias acaba de sugerir a redução do número de senadores por Estado, mas que adianta se vocês concedem o aumento do número de vereadores pelas câmaras afora?, ou liberam aumento de vencimentos dos políticos, em deboche ao arrocho salarial imposto ao povo trabalhador?
Parece que estão à procura, e como diz o povo "quem procura acha".
Será que ainda há tempo para a recuperação do conceito de V. Excelências?

Respeito-o particularmente; não o acho igual aos iguais ( a grande maioria), mas se estou em seu lugar só teria uma saída, que ainda seria pela porta da frente; algum tempo mais e não sei se haverá saída .

Nelson Varella Filho
Cachoeira Paulista



Nelson,
É bom saber que os discursos são assistidos,também saber que alguém toma tempo para escrever sobre ele.Ainda melhor receber comentários que complementam as idéias dos discursos.
Abraço,
Cristovam

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia dos pais

Domingo, segundo do mês de agosto, comemoramos o dia dos pais.

Nossa festinha foi das boas.
Desde cedo houve cumprimentos, “abença” pra /ca “abença” pra la , Deus te abençoe e que em outros anos estejamos aqui, troca de presentes, o povinho se achegando , o churrasqueiro a postos com as carnes, carvão e espetos, a cerveja geladinha, e dona Lina com suas caipirinhas.

Vó Cota vem cumprimentar o filho/pai, e os pais netos.
-Tô com pressa, ta na hora do almoço do Carlos e eu preciso ir logo; ele não gosta de esperar.
-Fica mais um pouco, a senhora nem chegou. Senta, vamos conversar.
-Mas o horário......é o almoço do Carlos....ah, já vou mesmo.

Mesas postas, maionese, verduras, os estômagos já forrados e aí vem a carne, quem quer linguiça? , e o pão cadê?

Ontem já tinha chegado o mail da filha alemãzinha, com os cumprimentos da netinha e do filho-na-lei.
Muito bem bolado, emocionante, que fez o “velho” chorar.

Lógico que sentimos a falta deles por aqui, mas a distância é longa. Fica a saudade , na certeza de uma grande felicidade.
Parabéns também pro Erwin, cuide bem da Lalá.

O Renato e o Dil estavam aqui, os cumprimentos foram recíprocos.

A Rosane veio de São Paulo no sábado à noite, almoçou e lá se foi. A neta Ka aqui estava, mas o Fê ficou para esperar a namoradinha que ia chegar de Goiânia.

O Renato, churrasqueiro, ficou até mais tarde; foi dormir um pouco, para seguir viagem à noite, no busão.

A Sônia estava aqui com as filhas, Aline, Má e Tati; aparece o Marinho, namoradinho da Aline, para apresentar seus votos de felicidades aos pais, ele que havia almoçado com o seu.

O Mateus , da Ma, não pode vir; seu pai estava em Silveiras e ele deve ter aproveitado para andar na mulinha.

Rapidamente esteve aqui a Amália, amiga , companheira de viagens e que sempre se faz presente em comemorações.

Tudo foram festas.

Mas resta a lembrança dos “pais que já se foram” e que deixaram saudades. Que Deus os tenha!

Agora, 22 horas , 10 horas da noite, restam as latinhas de cerveja vazias, as cinzas do carvão ainda ardendo, as garrafas de refri amassadas. E principalmente a expectativa do dever cumprido, na espera de novas comemorações e reunião da família.

Obrigado Senhor , pelos nossos pais, pela minha esposa, pelos filhos, netos, nora , genros e amigos.

Até a próxima.

Ah, se eu pudesse.........

Querer é poder?

Em assuntos subjetivos, com aspectos psicológicos, até pode ser; mas em coisas complexas, quase nunca.
Sempre dependemos de terceiros, de quem tenha força, poder, ou quando pouco de um QI.

Nos sonhos, sim; nossos sonhos podem ser vividos livremente. Neles podemos ser auto-suficientes, somos capazes, realizadores, sem limites.

E é de um sonho, sonho meu, que quero me alongar.
Quem sabe se ao torná-lo público ele possa chegar aos ouvidos moucos, mas que possam fazê-lo realidade.

-Gostaria de ver a estação ferroviária de Cachoeira Paulista tornada um mini-shopping.
Difícil, sim; impossível, jamais.
Parece-me mais uma questão de matemática financeira.

Por ser um imóvel tombado pelo Patrimônio Histórico, só caberia uma restauração. Aí há uma inviabilidade!
Mas se a Prefeitura negociasse com a Rede Ferroviária (ou MRS), que é a detentora de sua propriedade, poderia assumi-lo e providenciar a reversão do tombamento, permitindo assim que fosse possivel a sua reforma, a um custo muito mais acessível .

A única condição que a Prefeitura deveria impor àquela proprietária seria a transferência dos trilhos para o outro lado do imóvel, deixando-o com livre acesso à cidade, e que os trilhos passassem por um corredor de muros, para evitar acidentes.

Teríamos então um prédio com mais de 4 mil metros quadrados de construção, em um terreno com mais ou menos 10 mil metros quadrados, que iria da direção da rua do Mercado até próximo ao pontilhão e onde poderiam ser construídos outros salões, galpões e escritórios ou um grande ajardinado.

A passagem dos moradores da beira do Paraíba para a cidade seria feita através de um túnel, que saindo daquela mureta da rua do Mercado, passaria por baixo dos trilhos . Até a passagem de veículos menores seria permitida.

A rua da estação perderia aquela grade de proteção e seria alargada em mais uns 5 metros, tornando-se uma avenida que serviria de acesso de ônibus à Canção Nova.

Desse ponto desceria uma rampa até a próximo à plataforma da estação, rampa essa que serviria tanto para estacionamento dos usuários, quanto para um centro de exposições ou área para as festividades locais.

Quanto à reforma do prédio: o torrilhão central seria destinado à Câmara Municipal, abrindo espaço no prédio do Paço Municipal de hoje para utilização exclusiva pelo Executivo Municipal.

Em outro torrilhão se instalaria a biblioteca pública municipal; e no terceiro torrilhão talvez coubesse, quem sabe(?), o Ciretran, por exemplo.

Seria elaborada uma maquete da parte externa do prédio reformado. Disso não se poderia desviar.

Entretanto, na parte interna seriam instalados Bancos, restaurante, cinema, lojas, escritórios, supermercado, farmácias, tudo acertado entre a Prefeitura e os pretendentes locais.

A reforma ficaria a cargo dos usuários, proporcionalmente à área pretendida.
Por exemplo, um Banco que não possua imóvel na cidade poderia assumir a reforma de uma área de 400 metros quadrados e em contrapartida ficaria isento de aluguéis por um prazo de 20 anos; uma farmácia ficaria com uma área de duzentos metros quadrados, e assim subsequentemente.

E Cachoeira Paulista sairia desse marasmo em que vive há tantos anos.

Algo de novo precisa acontecer por essas bandas.
Se continuarmos a pensar como anões, não deixaremos de ser pigmeus.
Enquanto as cidades vizinhas se desenvolvem, parece que Cachoeira vive sempre no ontem.

Esse é meu sonho,se verei não sei, mas que não é impossível garanto.